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Fundunesp completa 30 anos

Fundunesp completa 30 anos

Fundação para o Desenvolvimento da Unesp promoveu evento comemorat...

[05/04/2017]

A Fundação para o Desenvolvimento da Unesp – Fundunesp realizou cerimônia em comemoração ao seu trigésimo aniversário desta Fundação. Foi dia 4 de abril em sua sede, na Av. Rio Branco 1210 - Campos Elíseos - São Paulo/SP.

Na abertura do evento, o reitor da Unesp, Sandro Roberto Valentini, destacou a importância das parceria entre os setores público e privado. Ressaltou a importância das fundações de apoio e a expectativa pela regulamentação estadual do Marco Legal aprovado há mais de um ano no âmbito federal. "É muito importante discutir o andamento dessa fundamentação, aproximar os elos entre as fundações e a sociedade, assim como o impacto social e econômico delas", disse.

Edson Luiz Furtado, diretor-presidente da Fundunesp, lembrou que a Fundação começou trabalhando com editoração, área que resultou na Fundação Editora da Unesp, eventos e projetos. "Atuamos hoje em todas as áreas do conhecimento e estamos empenhados na aprofundar a cooperação com  Reitoria e com as unidades, assim como com a sociedade como um todo", disse em seu discurso de abertura.

A vice-presidente da Fundunesp, Vanderlan Bolzani, coordenou a mesa-redonda 'O Papel das Fundações para o desenvolvimento científico e tecnológico nacional'. Ao abrir os debates, destacou a necessidade de ter estruturas flexíveis em todas as esferas, pois´, dessa maneira, cria-se um ambiente proício para a inovação. "Uma ciência forte em inovação traz conseuqências úteis não só para a economia, auxiliando principalmente a reduzir as enormes diferenças sociais da sociedade brasileira", apontou.

Luiz Martins de Melo, Superintendente da Área de Financiamentoda FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, representando Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, presidente da instituição, desenvolveu o tema 'Ciência, Tecnologia e Inovação no âmbito Federal'. Destacou o difícil diálogo entre as fundações e os órgãos de controle. "Eles são necessários, mas não podem funcionar apenas como auditorias de prestação de contas. É necessário levar em conta os resultados alcançados em ciência, tecnologia e inovação - e muitas vezes a inovação resulta em insucesso. Isso faz parte do risco que envolve esse tipo de atividade", declarou.

Para Martins, o Sistema Nacional de Ciênia, Tecnologia e Inovação apresenta obstáculos e gargalos. Destacou a questão dos sucessivos cortes de orçamento na área, o que leva a uma verdadeira 'guerra' na disputa pelos recusrsos disponíveis. "É uma realidade que há muito órgãos e sobreposição de funções. Além disso, nossa realidade é bem diferente dos países asiáticos, o que dificulta a mera importação de modelos", colocou.

Ao avaliar as relações entre empresa e universidade, Martins apontou que a pesquisa é a ponte entre essas duas esferas, mas identificou uma grande dificuldade no cenário econômico intável e imprevisível. Ao defender a manutenção e/ou ampliação de recursos públicos para atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação, destacou a necessidade de uma maior interação entre as instituições públicas e as empresas de menor porte. "É um caminho interessante que podemos trilhar", concluiu.

Ao enfocar 'Ciência, Tecnologia e Inovação no âmbito Estadual', Herman Chaimovich, que representou o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, mencionou a necessidade de refletir sobre as fundações dentro do Marco Legal e sobre a forma como o discurso da tecnologia de inovação se dá no contexto da cultura acadêmica e fora dela. "A prática é bem diferente da teoria e quem está há 30 anos na ativa, como a Fundunesp, traz consigo uma respeitável resistência às dificuldades enfrentadas ao longo do tempo", disse.

Chaimovich apresentou alguns dados positivos sobre o Brasil, como o setor de bionergia, que é uma referência mundial, a Embraer e o setor de proteínas, como carne de bovina e de frango. Apontou ainda para a posição diferenciada do Estado de São paulo no panorama nacional, com 25% dos cientistas do país e 44% da produção científica nacional. "Nesse quadro, destaca-se a Fapesp, que recebe 1% do total da receita tributária do Estado, e as universidades estaduais, que redcebem parte do ICMS. Tudo isso está a serviço da formação dos melhores cérebros para buscar um avanço do conhecimento em todas as áreas do saber", disse.

Helena Nader, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, tratou de “Avanços e Retrocessos de CT&I no Brasil”. Enfatizou a importância das fundações no quadro da ciência, tecnologia e inovação do país, mencionou a capilaridade da Unesp pelo interior do Estado de São paulo como um grande mérito. "É uma instituição comprometida com a inovação e aberta ao diálogo e a parcerias, fundamentais na criação de ideias", declarou.

A pesquisadora defende a volta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, embora reconheça os atuais esforços do ministro Gilberto Kassab de resgatar formas de financiamento para o setor. "O cenário atual apresenta numerosos problemas e permite algumas reflexões. Uma delas é a constatação que a maior colaboração internacional entre pesquisadores gera maior impacto dos artigos publicados. Outra é que, seja qual for o critério de avalaição, o rasil está mal no número de patentes depositadas e na condição do ambiente de negócios."

O cenário atual, para Helena, apresenta ainda um número de doutores aquém do necessário e uma falta de conscientização que inovação é risco. "Ciência, tecnologia e inovação não deveriam ser vistos como gasto, mas como investimento. O que falta é uma visão estratégica de nação", finalizou.

Fernando Peregrino, Presidente do Confies (Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica), desenvolveu o tema “Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação  – burocracia e fundações de apoio”. Ressaltou como a burocracia é um entrave da inovação e isso se espelha em diversos dados, como fato da proporção de brasileiros que registram patentes no exterior ser cinco vezes maior do que aqueles que o fazem no país. "É fundamental uma conscientização nacional desse tema. Assim como a alta de juros, a burocracia afasta as empresas das universidades e das fundações."

Peregrino destacaou que, entre 200 e 2010, foram cridas 34 leis por dia útil no país  que, além disso, sociedades como a brasileira, em que as pessoas tendem a não confirar umas nas outras, têm mais dificuldade para enriquecer. "Um pesquisador gasta 35% de seu tempo com burocracia, prestando contas daquilo que faz. Vive-se assim numa atmosfera de sacralização de regras e falta de flexibilidade que padroniza conteúdos e inibe a criatividade, pois o medo de erra paralisa o gestor", comentou. "Uma altenativa que estamos trilhando é buscar o diálgo direto com os órgãos de controle para gerar um código de entendimento claro e tarnsparente, que possibilite uma relação mais direta e menos burocrática."

Na ocasião, o reitor da Unesp, Sandro Roberto Valentini, e os professores doutores Edson Luiz Furtado e Vanderlan da Silva Bolzani, respectivamente, diretor-presidente e vice-diretora da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp – Fundunesp, descerraram foto comemorativa com a equipe atual de funcionários da Fundação. os convidados foram recebidos para um café da manhã ao som dos músicos Everton de Novaes (violino), Jennifer Cardoso Souza Santos (viola) e Franklin Martins Chaves (violoncelo). alunos do Instituto de Artes da Unesp, em São Paulo, SP.


Ouça Podcast
Fundação para o Desenvolvimento da Unesp celebra 30 anos
Edson Luiz Furtado, diretor-presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Unesp - Fundunesp, relembra a trajetória da Instituição.
http://podcast.unesp.br/radiorelease-03042017-fundacao-para-o-desenvolvimento-da-unesp-celebra-30-anos


Para acessar as fotos do evento clique no link: https://goo.gl/photos/jfBZV1GbZXRxRyQBA

Visto 7750 vezes Última modificação em Quarta, 11 Outubro 2017 15:09